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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

História do Bairro Ermelino Matarazzo por RICARDO CARDOSO

Salve galera


"Olha nos aqui!"


Nesta postagem mostraremos que o bairro Ermelino Matarazzo não é fruto de minha imaginação. Nós  nos localizamos em capital de São Paulo, na zona leste. Ali no ponto amarelo do mapa, esta vendo???
Como vocês já sabem, a proposta do RPG massacre é ser um espaço tanto para RPG quanto manifestações artísticas. Um artista plástico e poeta do bairro, Ricardo Cardoso, iniciam um projeto que contava a história de nosso bairro. Clica ai para contemplar o trabalho fantástico dele!!!!!


Histórico de Ermelino Matarazzo

Os bairros formados ao longo das margens do Rio Tietê-Tupi Guarani, Caudal Volumoso: São Miguel Paulista, Ermelino Matarazzo, Engenheiro Goulart a margem esquerda e Guarulhos - Tupi Guarani, Peixe Barrigudinho a margem direita do Rio Tietê, consta em alguns registros que foram fundados na mesma época.
Segundo moradores mais antigos e pesquisas realizadas nos Arquivos Municipal e Estadual, os primeiros habitantes destas terras foram os Índios Guaianazes os quais viviam à margem esquerda do Rio Tietê, a chamada região do Ururaí - Tupi Guarani, Largato D’água ou Planalto de Baquirivu, terras doadas por carta de sesmaria datada 12 de outubro de 1580.
Por volta do ano de 1600, foi criada a Aldeia de São Miguel Arcanjo com a capela do mesmo nome (Capela construída pelos Índios sob o comando dos Jesuítas) e reconstruída sob os encargos de João Álvares e Fernão Munhoz em 16 de junho de 1622. Com a chegada dos brancos e a colonização, São Miguel Arcanjo, ou Aldeia de Ururaí como era chamado, tem sua data oficial de fundação dia 21 de setembro de 1622.

Capela São Miguel Arcanjo
O bairro de Ermelino Matarazzo, que em sua maior parte é formada pela antiga Paragem do Guaporé, várzea do Tietê. Na metade do século XVII na atual Rua Dr.Assis Ribeiro, antigo Sítio Piraquara-Tupi Guarani, Toca do Peixe, Chácara Quindarussu e a Chácara Itapejica-Tupi Guarani, Pedra Lisa situada às margens esquerda do Rio Tietê.
A primeira referência encontrada trata-se do Sítio Piraquara, está no testamento do Capitão Paulo da Fonseca, datado de 1711. Em 1739, aparece novamente citado no testamento de Baltazar Veiga Bueno. No inventário do Padre Manuel de Souza, de 1854, o Sítio foi descrito da seguinte forma “Com casa de vivenda, paredes de pilão cobertas de telhas, casa de fabrico de farinha, também de paredes de pilão cobertas de telhas, com as terras a ele pertencentes fazendo frente para a várzea do Tietê, com uma capela construída pelos Índios da região dedicada a Bom Jesus de Pirapora”

Capela Bom Jesus de Pirapora

Casa do Sítio Piraquara.



Herdeira do Sítio Piraquara

Segundo relato da Senhora Deolinda Paulino oitenta e sete anos, uma das herdeiras do Sítio Piraquara, descendente da família Bueno, nasceu no próprio Sítio Piraquara em 23 de agosto de 1922, filha do Senhor Augusto Paulino e Dona Faustina Maria da Conceição. A casa de seus avós foi demolida para dar passagem à linha tronco Variante Poá.

Deolinda Paulino uma das moradoras mais antigas do bairro

Os Matarazzos

No período de 1913/1915, as Indústrias Matarazzo, adquiriu de vários proprietários, por meio de compras registradas no Terceiro Cartório de Imóveis desta Capital. Uma gleba de terra com ou sem benfeitorias, totalizando 420.530 m², segundo as transcrições nº429, 941, 1729, 2551 e 2840 e as averbações feitas em 1939, foram inscritas sob o número noventa, página 255 de o livro auxiliar nº 8, o loteamento denominado Jardim Matarazzo.

Conde Chiquinho e Mariângela
Casa da Chácara Matarazzo

Condessa Mariângela e a filha Maria Pia,Visita à fábrica Celosul
Tendo em vista os projetos da construção de uma Rodovia - Estrada de Rodagem São Paulo - Rio 1926/1928 e de uma Linha Férrea - Estrada de Ferro Variante Poá 1921/1926.
A Indústria Matarazzo vendeu 274 lotes, cerca de 10% do total de suas terras entre 1926/1939, dando origem a um pequeno povoado em torno da estação de trem, inaugurada em 07 de fevereiro de 1926, passando a transportar passageiro a partir de 1934.

Inauguração da Estação Comendador Ermelino Matarazzo - fotos 1926

Estação Comendador Ermelino Matarazzo em 1958


Estação Comendador Ermelino Matarazzo

A denominação à Estação ferroviária foi homenagem ofertada a um dirigente da IRFM – Indústrias Reunidas Fábrica Matarazzo, em razão de a estação ferroviária passar pelas terras da IRFM, escolheu-se então o Comendador Ermelino Matarazzo, terceiro filho do Conde Francesco Antonio Matarazzo, sendo o primeiro filho brasileiro, nascido na cidade de Sorocaba em 1883, morto em um acidente automobilístico, na fronteira da França com Itália nas proximidades de Turim em 25 de janeiro de 1920.

Comendador Ermelino Matarazzo

Conde Francesco Matarazzo

  Origem do nome do bairro e sua criação

Na época as correspondências remetidas aos moradores do bairro, vinham endereçadas a Estação Comendador Ermelino Matarazzo, os próprios moradores retiravam suas correspondências na estação ferroviária. Ao longo dos anos este nome se estendeu ao bairro que automaticamente ficou conhecido como Bairro de Ermelino Matarazzo.

Carta endereçada a um morador do bairro (1943)


A expansão urbana da cidade de São Paulo, no início do século XX proporcionou a criação de bairros mais distantes do centro da capital. As antigas fazendas e chácaras sofreram um processo de loteamento, surgiram novos bairros ou adensaram aos mais antigos. A valorização da área central da cidade e o aceleramento dos loteamentos na região suburbana acabaram por expulsar a classe trabalhadora de menor poder aquisitivo para o subúrbio.
Localização

O bairro de Ermelino Matarazzo está localizado na zona leste da cidade de São Paulo com uma altitude, em relação ao nível do mar, entre 750 metros, próximo à várzea do Rio Tietê. Elevando-se suavemente de norte a sul e alcançando 775 metros na Vila Paranaguá. O bairro distado “marco zero” da cidade de São Paulo, por volta de 16 quilômetros em linha reta. Seus limites: ao norte, o município de Guarulhos; a leste, o distrito de Vila Jacuí e Ponte Rasa; a oeste o distrito da Penha. Cabe lembrar que estas divisas administrativas foram definidas pelo Governo Municipal em 1992, e não correspondem às divisas históricas do bairro.
As colinas em Ermelino Matarazzo erguem-se, com destaque, no sentido norte-sul em relação ao Rio Tietê, onde, nas encostas do vale do Ribeirão Mongaguá (em Tupi Guarani, Água Pegajosa), surgiram o Jardim Berlim - atual Jardim Belém e a Vila Paranaguá antiga chácara da família Silva Jardim. Outras colinas também aparecem, a leste, Jardim Carolina; e a oeste, Parque Boturussu (em  Tupi Guarani, Montanha Grande) e Jardim Verônia. O Ribeirão Mongaguá divide o bairro em duas metades no sentido sul-norte, é afluente do Rio Tietê.



As primeiras Vilas e a Fábrica Celosul - IRFM

Na década de 40, o Jardim Matarazzo, ainda em formação já obtinha destaque como aglomerado urbano em relação às outras vilas do bairro. O seu progresso acentuado estava relacionado com a proximidade da estação ferroviária e a instalação da fábrica Celosul, ocupava uma área de 8.000 m², tinha como principal ocupação produção de papel celofane (matéria prima celulose extraída do algodão), inaugurada em 1941. Em seu núcleo central já era possível verificar a construção de residências.


Vila Matarazzo e arredores.

Ainda pelo vale do Ribeirão Itapejica, atual Mongaguá, mais ao sul do Jardim Matarazzo e na mesma época, desenvolvia-se a Vila Paranaguá à margem da Estrada de Rodagem São Paulo – Rio.


Fábrica Celosul - IRFM “Indústrias Reunidas Fábrica Matarazzo



Emancipação do bairro

Ermelino Matarazzo em todo seu território fazia parte de São Miguel Paulista, em 1959 foi desmembrado, através da LEI nº 5285 de 18 de fevereiro de 1959. Desde então o citado Bairro ficou sem referência de data de fundação, e consequentemente não se comemora aniversário, faz-se menção na festa de 1° de Maio - Festa do dia do Trabalhador.

O desenvolvimento do bairro
Cine Belém

Cine Jardim Matarazzo

Escola C.Filomena Matarazzo

Hotel Celosul Palace

Condessa Filomena Matarazzo

1ª Delegacia do Bairro
                                                   
Em 1950, muitas famílias procuraram fixar residência no bairro, nos loteamentos já existentes ou nos que estavam sendo implantados e como consequência o aparecimento de vilas, motivadas pela possibilidade de encontrar emprego nas indústrias: “Cia. Nitro-Qiumíco Brasileira”, na “Celosul” ou na “Cia. Industrial São Paulo e Rio-Cisper”.
A época da origem dessas vilas varia muito, as mais antigas são: Jardim Matarazzo, Jardim Belém, Vila Paranaguá e Parque Boturussu, com caráter tipicamente urbano, onde a maioria dessa população trabalhava na zona central da cidade de São Paulo.


Vista parcial da Vila Paranaguá


O crescimento populacional

Em meados da década de 50, Ermelino Matarazzo ainda apresentava em suas ruas um movimento lento e tranqüilo semelhante a uma cidadezinha do interior de São Paulo, a maioria dos moradores se conheciam, no centro do bairro e nas imediações ainda restavam muitos terrenos vazios.
Na década seguinte o bairro começava a perder certos elementos que lhe davam um caráter acentuadamente provinciano, o progresso, com todas as exigências havia invadido o tranqüilo e bucólico bairro de antigamente e eliminando de suas ruas e vilas o seu aspecto e os costumes de feição tradicional mais acentuada, esses traços foram substituídos por sentimentos de intranquilidade e insegurança, tamanha era a rapidez com que se processava o seu crescimento populacional.


Adão Mendes, vendedor de peixe, 1940

Camioneta de entrega, Armazém Fazzio, 1953
 
 Adão Mendes, vendedor de peixe, 1940           Camioneta de entrega, Armazém Fazzio, 1953

Na década de 80, as formas de vida e a escala de valores dos moradores do bairro mudaram completamente se compararmos com os anos vividos antes de sua elevação a distrito (no final da década de 50), de maneira que nesse período, a curva de crescimento do bairro subiu como um foguete. Teve início uma fase de progresso material incontrolado, sem coordenação e sem planejamento. Muitas de suas vilas nasceram ao acaso, sem plano de conjunto, frutos de especulações com terrenos, com edificações modestas e sem nenhum conforto, que se improvisavam nas vilas mais distantes do centro do bairro.

Um novo dia para Ermelino Matarazzo
Marcela Fonseca

O dia em que o trem chegou a Ermelino Matarazzo, na Zona Leste, 7 de fevereiro de 1926, marcou para sempre a história da região. Em virtude disso, a data de hoje foi escolhida para celebrar oficialmente o ‘Dia de Ermelino Matarazzo’.
Desmembrado de São Miguel Paulista, em fevereiro de 1959, o aniversário de Ermelino Matarazzo era vinculado ao dia 1° de maio, data em que se comemora o ‘Dia do Trabalho’. Mas um projeto de lei de autoria do vereador Chico Macena (PT), aprovado na Câmara Municipal de São Paulo, no fim do ano passado, transferiu a comemoração.
LEI Nº 15.342 DE 29 DE NOVEMBRO DE 2010
(PROJETO DE LEI Nº 369/09)
(VEREADOR CHICO MACENA - PT)
Altera a Lei nº 14.485, de 19 de julho de
2007, para fixar o dia 07 de fevereiro para
a comemoração anual do Dia de Ermelino
Matarazzo, e dá outras providências.
Antonio Carlos Rodrigues, Presidente da Câmara Municipal de
São Paulo, faz saber que a Câmara Municipal de São Paulo, de
acordo com o § 7º do artigo 42 da Lei Orgânica do Município
de São Paulo, promulga a seguinte lei:
Art. 1º Fica acrescido um inciso ao art. 7º da Lei nº 14.485, de
19 de julho de 2007, com a seguinte redação:
“7 de fevereiro: Dia de Ermelino Matarazzo.”
Art. 2º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas
as disposições em contrário, em especial a alínea “b” do
inciso LXXIX do art. 7º da Lei nº 14.485, de 19 de julho de 2007.
Câmara Municipal de São Paulo, 30 de novembro de 2010.
O Presidente, Antonio Carlos Rodrigues
Publicada na Secretaria Geral Parlamentar da Câmara Municipal
de São Paulo, em 30 de novembro de 2010.
O Secretário Geral Parlamentar, Breno Gandelman

Bairro Ermelino Matazarro, hoje. 
“A chegada do trem fez com que a região de São Miguel Paulista crescesse demograficamente, dando forma a um distrito autônomo de Ermelino Matarazzo, e a data também homenageia um dos responsáveis pelo desenvolvimento do bairro, o comendador que leva o nome da estação”,


Fonte:  Biblioteca Pública Rubens Borba de Morais -PMSP.
            Revista “Acontece Leste”
            Jornal Voz da Comunidade
 Livro “ História do Bairro de Ermelino Matarazzo”  Autor: Marino Bacaiocoa – Editora Érica Ltda
            Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo
            CONDPHAAT
           Arquivo Municipal
           Arquivo Estadual
           Pesquisas realizadas com moradores:
           Deolinda Paulino, Maria Rodrigues, Maria Amélia Fazzio.
Livro “Matarazzo- A travessia” Autor: Ronaldo Costa Couto
Livro “Matarazzo – O Colosso” Autor: Ronaldo Costa Couto
Livro “Matarazzo 100 anos” Autor: Jorge cunha lima


Organização:
Ricardo Cardoso
Artista Plástico/Poeta
Fone: 7485-0893
http://rrtdcardoso.blogspot.com/
http://twitter.com/#!/ricardoarts Orkut- rrtdcardoso@yahoo.com.br

“OBRIGADO RICARDO CARDOSO, PARABENS PELO MARAVILHOSO TRABALHO”

Um abraço a todos.

9 comentários:

  1. HOJE EM DIA NINGUÉM OLHA A LINDA HISTÓRIA DE SEU BAIRRO... PARABÉNS.. GOSTEI MUITO DE CONHECER MEU BAIRRO.. PARABÉNS MESMO..

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  2. Boa, divulgação excelente, recomendarei sempre.

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Me lembrando de minha infância,criada em Ermelino Matarazzo,na chácara Piraquara desde meus 2 anos de idade.Morei por anos na casa de barro onde ficava o engenho de cana.A casa com apenas 2 cômodos enormes,em um deles havia o engenho de cana que era puxado a boi.me lembro de um fato ocorrido nessa época,minha irmã mais velha,Sueli,nós brincávamos no engenho e ela subiu em cima das engrenagens e seu pé entrou entre os dentes,tendo o pé esmagado,ainda hoje se vê a cicatriz em seu pé...no outro cômodo desse barracão de barro havia um fogão de lenha onde cozinhávamos,havia ainda uma enorme mesa de madeira com bancos compridos do tamanho da mesa...Ainda hoje pareço sentir o cheiro de terra molhada da chuva que batia nas grossas paredes,ficava ali por horas observando a chuva,os pássaros que vinha comer bem na porta,havia também várias árvores frutíferas,o poço onde tirávamos a água para nosso consumo,logo na frente do barracão de barro havia a igrejinha onde participávamos de catecismo dado pela Dona Nair,uma moradora antiga do bairro também.Dava para se ver o rio Tietê com águas límpidas onde pescávamos peixes grandes e saudáveis.Abaixo da linha de trem havia a tão famosa Keralux,fábrica de azulejos onde meu pai trabalhava.Pouco mais a frente havia também a antiga fábrica Badoni onde íamos sempre passear,pescar,e me lembro do cheiro delicioso dos eucaliptos do local.bem do alto da chácara Piraquara dava para se ver uma olaria de tijolos.A noite se ouvia os trens cargueiros que passavam e que estremeciam tudo e ainda o guarda noturno com seu apito que ouvíamos a noite toda srsr...Nossa,quantas saudades de tudo,da minha infância vivida nessa chácara,na casa de barro,do engenho,de tudo...Eu posso dizer que tive uma infância bem vivida....OBS:..essa chácara na minha época era dos então família Bueno que por sinal ainda hoje fazem parte de minha família.

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    1. Fascinante história ... Amo meu bairro e vou em busca de mais e mais histórias assim.

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  5. Me lembrando de minha infância,criada em Ermelino Matarazzo,na chácara Piraquara desde meus 2 anos de idade.Morei por anos na casa de barro onde ficava o engenho de cana.A casa com apenas 2 cômodos enormes,em um deles havia o engenho de cana que era puxado a boi.me lembro de um fato ocorrido nessa época,minha irmã mais velha,Sueli,nós brincávamos no engenho e ela subiu em cima das engrenagens e seu pé entrou entre os dentes,tendo o pé esmagado,ainda hoje se vê a cicatriz em seu pé...no outro cômodo desse barracão de barro havia um fogão de lenha onde cozinhávamos,havia ainda uma enorme mesa de madeira com bancos compridos do tamanho da mesa...Ainda hoje pareço sentir o cheiro de terra molhada da chuva que batia nas grossas paredes,ficava ali por horas observando a chuva,os pássaros que vinha comer bem na porta,havia também várias árvores frutíferas,o poço onde tirávamos a água para nosso consumo,logo na frente do barracão de barro havia a igrejinha onde participávamos de catecismo dado pela Dona Nair,uma moradora antiga do bairro também.Dava para se ver o rio Tietê com águas límpidas onde pescávamos peixes grandes e saudáveis.Abaixo da linha de trem havia a tão famosa Keralux,fábrica de azulejos onde meu pai trabalhava.Pouco mais a frente havia também a antiga fábrica Badoni onde íamos sempre passear,pescar,e me lembro do cheiro delicioso dos eucaliptos do local.bem do alto da chácara Piraquara dava para se ver uma olaria de tijolos.A noite se ouvia os trens cargueiros que passavam e que estremeciam tudo e ainda o guarda noturno com seu apito que ouvíamos a noite toda srsr...Nossa,quantas saudades de tudo,da minha infância vivida nessa chácara,na casa de barro,do engenho,de tudo...Eu posso dizer que tive uma infância bem vivida....OBS:..essa chácara na minha época era dos então família Bueno que por sinal ainda hoje fazem parte de minha família.

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  6. Meu bairro! eu não sabia que tinha essa história por trás! eu achava esse bairro bem simples agora meu pensamento mudou obrigado!

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  7. Ótimo trabalho ! Sempre tive curiosidade sobre a história de Ermelino Matarazzo este trabalho deu uma enorme luz,me faz aumentar a vontade de ir em busca de mais coisas sobre nosso bairro,no local onde nasci grande parte dos lotes era dos Matarazzo, estudei no Filomena, enfim sempre exalto o nosso bairro por onde passo !!

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